8 de jun de 2010

CUIDE -SE

1. Introdução e sumário

Este documento visa esclarecer sobre diversas fontes de desestabilização do estado de saúde das pessoas, com o objetivo de suprir a falta de orientação de especialistas em saúde. Esta falta de informação está tornando generalizada uma condição favorável ao surgimento de inúmeras doenças, sem que haja condições das pessoas se cuidarem. Este documento apresenta o problema e aponta algumas soluções.

Sumário

1. Introdução e sumário

2. Alimentação, Doenças e Mutações

3. A Lição da Dinamarca

4. Política e Saúde

5. As pessoas não querem mudar

6. Obesidade e Câncer

7. Uma nova visão de saúde

8. Estresse e Saúde

9. O ser humano dentro do campo elétrico ambiental.

10. Fatores de Estresse

11. O corpo elétrico

12. Bioressonancia

13. Freqüências e Informação.

14. Bioeletronica.

15. SCIO

16. Conclusão

17. Referências



2. Alimentação, Doenças e Mutações.

Nos anos 40, um dentista chamado Francis Pottenger tinha a seguinte dúvida: “O que o alimento industrializado faz ao nosso corpo? Ele não era um fanático pela nutrição e financiou sua própria pesquisa. Portanto ninguém disse a ele quais resultados deveriam surgir. Ele usou 800 gatos e dividiu estes gatos em cinco grupos. Os primeiros dois grupos, alimentou com alimentos não-industrializados. Esses gatos continuaram saudáveis durante toda a experiência, então vamos deixá-los de lado.

São outros três grupos que nos interessam. Ele os alimentou com alimentos industrializados ( junk food) e eis o que ele encontrou. A primeira geração de gatos alimentados com comida industrializada desenvolveu doenças muito parecidas com aquelas que nós seres humanos adquirimos – artrite , câncer, diabete, alergias, e assim por diante. Adquiriram estas doenças no fim da vida. A segunda geração de gatos alimentados com comida industrializada desenvolveu as mesmas doenças na metade da vida. A terceira geração desenvolveu essas doenças no inicio da vida. Não houve uma quarta geração. Os pais da terceira geração não concebiam ou, se concebiam, abortavam.

No livro Cem Anos de Mentira encontra-se o relato de que em 1971, O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos preparou uma publicação chamada "Uma Avaliação sobre as Pesquisas Norte-americanas acerca da Nutrição Humana; Relatorio Nº 2 - Benefícios da Pesquisa sobre Nutrição", que atribui a maioria dos problemas de deficiências nutricionais à dieta moderna. Por 21 anos, o acesso a esse relatório foi negado ao público, por supostas injunções da indústria alimentícia.

Na mesma fonte encontra-se:

Um grupo de 120 cientistas de todo o mundo reuniu-se em Praga, na República Tcheca, em maio de 2005, e emitiu um alerta e um apelo a todos os governos para que dedicassem atenção especial às "sérias preocupações acerca da elevada incidência de distúrbios reprodutivos nos meninos e homens jovens europeus". Esses especialistas em saúde identificaram como o principal suspeito de causar distúrbios endócrinos certas substâncias químicas, responsáveis por uma epidemia de anormalidades reprodutivas notada em todo o mundo. Estudos publicados na Pediatrics e em outras publicações médicas revelaram que, desde o início da década de 1960, tem ocorrido um aumento estimado em 40% no número de meninos nascidos -na Europa e Estados Unidos - com malformações em seus pênis e com sintomas de feminização.Outras estatísticas de saúde revelam uma história de horror semelhante quanto aos problemas reprodutivos.

• Ao menos 10% de todos os casais nos Estados Unidos são incapazes de gerar filhos, e esse número parece estar aumentando. Algumas comunidades no Canadá acusaram acentuado declínio na porcentagem de nascimentos de crianças do sexo masculino, representando, atualmente, apenas um terço de todos os nascimentos. Nas últimas duas décadas do século XX, houve um aumento de 400% no número de casos de gravidez tubária entre as mulheres dos países desenvolvidos.

• Clínicas de fertilização in vitro espalhadas pelos Estados Unidos assinalaram um vertiginoso crescimento na quantidade de embriões anormais produzidos por mulheres jovens e saudáveis, na casa dos vinte anos, que deveriam estar no auge de sua capacidade reprodutiva. Quase 80% dos 300 embriões coletados como amostragem eram anormais, segundo os autores de um estudo sobre reprodução, que apresentaram esses alarmantes resultados em duas conferências proferidas na Sociedade Norte-americana de Medicina Reprodutiva e na Sociedade Canadense de Fertilidade e Andrologia, em outubro de 2005, em Montreal. A incidência de defeitos genéticos em mulheres férteis poderia ser ainda muito mais alta, uma vez que apenas onze cromossomos foram testados para esse estudo. Especialistas especularam que "fatores ambientais" - um eufemismo para designar substâncias químicas sintéticas ¬poderia estar causando a rápida disseminação dessa degeneração.

• Amostras de esperma - coletadas em todo o mundo - foram submetidas a contagens de espermatozóides e comprovaram uma redução de 50%, ao longo do último meio século, e, durante o mesmo período, a incidência de câncer nos testículos sofreu um aumento de 600%. Na China, o país que se desenvolve mais rapidamente em todo o mundo, um estudo realizado em 2001 constatou que 85% dos estudantes universitários eram inférteis.

Essa lista de estatísticas revela, através de um padrão inconfundível, que algo está dando gravemente errado. Alguns desses desdobramentos poderiam, à primeira vista, parecer engraçados, caso suas implicações não fossem tão funestas.

Durante o verão de 2005, clínicas de Londres reportaram um aumento expressivo no número de homens que procuravam cirurgias para redução das mamas. Em apenas um ano, clínicas de toda a cidade receberam mais do que o dobro de clientes do sexo masculino buscando esse tipo de tratamento. "Hormônios contidos na comida que consumimos podem ser os motivos desse aumento", pondera Yannis Alexandrides, um cirurgião londrino, que relatou ao jornal The Sunday Times que praticava uma cirurgia de redução de mamas masculinas por semana - comparado a apenas uma a cada mês, poucos anos antes. Outros médicos relataram ao jornal suas suspeitas de que hormônios femininos, provenientes de pílulas contraceptivas lançadas ao sistema de esgoto - cuja água era reciclada e novamente distribuída - poderiam ser os principais culpados pela "desmasculinização" de tantos homens adultos.

Entre meninas de 8 anos de idade, nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Austrália, uma em cada seis mostra sinais de haver entrado na puberdade, com crescimento de seios, pêlos pubianos e até mesmo menstruação. Apenas uma geração atrás, somente uma em cada cem meninas de 8 anos mostrava sinais de puberdade, enquanto hoje em dia quase duas meninas em cada grupo de cem demonstram sinais de desenvolvimento sexual aos três anos de idade! Este fenômeno tornou-se conhecido como "puberdade precoce". Um estudo publicado na revista científica Nature apontou para o fato de que o inicio da puberdade antes dos 10 anos de idade faz mais do duplicar as chances de as mulheres desenvolverem cânceres de mamas e de ovários ao longo de suas vidas.

O que é igualmente espantoso, é a elaborada racionalização adotada por muitos médicos ocidentais e pelas instituições médicas para explicar essas extraordinariamente rápidas mudanças no desenvolvimento sexual. Eles afirmam que a puberdade precoce não passa de um subproduto natural da melhoria da qualidade nutriciona1. Eles tentam tranqüilizar os pais quanto ao fato de suas filhas estarem experimentando um "furor hormonal", e que a menstruação na idade de 8 anos não deveria lhes causar preocupações, porque hoje em dia é considerado normal que a puberdade se inicie nessa idade. O que eles estão confessando, na verdade, é que as substâncias químicas sintéticas estão redefinindo o significado do termo "normal".

Para tentarmos entender o que está acontecendo, vamos principiar pela palavra "hormônio", que deriva do grego, significando "pôr em movimento". Isso é o que os hormônios fazem: eles ativam nossos processos metabólicos. Nossos hormônios, por sua vez, são regulados pelo sistema endócrino, uma série de glândulas entre as quais a pituitária, a pineal, a tiróide, as adrenais, o hipotálamo,a paratireóide, o pâncreas, os ovários e os testículos.

Substancias químicas capazes de desestabilizar o equilíbrio do sistema endócrino imitam os hormônios naturais, afetando qualquer uma - ou todas - das glândulas que produzem esses hormônios. Isso pode desencadear artificialmente ou interromper a produção natural de hormônios. Estrógenos associados ao sistema reprodutivo são especialmente vulneráveis aos desequilíbrios químicos, às vezes chamados de "misturadores genéricos" sintéticos. Mais de 50 substâncias químicas de uso cotidiano, desde impermeabilizantes até pesticidas, já foram identificadas corno causadoras de desequilíbrios hormonais. Várias dúzias de outras substâncias são candidatas a figurar nessa lista.

Um relatório sobre essas substâncias capazes de alterar o sistema endócrino (também chamadas HAAs - hormonally active agents; agentes hormonalmente ativos)publicado pelo Conselho Nacional de Pesquisas, uma ramificação da Academia Nacional de Ciências norte-americana, concluiu taxativamente, em 1999, que "efeitos adversos na reprodução e no desenvolvimento das populações humanas, da vida selvagem e entre animais de laboratório têm sido observados como conseqüência da exposição aos HHAs".

PCBs, DDT, dioxinas e outras dezenas de toxinas sintéticas armazenam-se nos tecidos gordurosos de peixes e outros animais e são transmitidas aos seres humanos que os consomem. "Essas substâncias químicas persistentes conseguem chegar ao sistema endócrino disfarçando-se como hormônios", escreveram os três autores do livro Affluenza. "Trata-se de um caso mortal de falha nas comunicações. Quando os hormônios, nossos mensageiros químicos, são liberados ou suprimidos na hora errada e nas quantidades erradas, a vida é distorcida."

Estamos cercados por evidências de que algo profundamente errado está acontecendo com a natureza. E já não podemos dizer que não recebemos um aviso claro e prolongado. Esses padrões de anormalidades que, hoje em dia, constatamos na espécie humana, começaram a aparecer com freqüência crescente entre as espécies de vida selvagem, várias décadas atrás.

Peixes hermafroditas começaram a surgir nos Grandes Lagos (fazendo com que as gaivotas que os comiam também gerassem filhotes hermafroditas) mais ou menos ao mesmo tempo que espécimes feminilizados de vários animais da fauna selvagem apareceram no Lago Apopka, na Flórida, onde crocodilos machos nasceram sem pênis e tartarugas nasceram com características de ambos os sexos, simultaneamente. Mariscos hermafroditas apareceram ao longo de toda a costa da baía de Chesapeake, e uma elevada porcentagem de salmões selvagens no rio Columbia, no Estado de Washington, reverteram seu gênero transformando suas características sexuais de masculinas em femininas. Em 84% dos peixes analisados, os indivíduos cromossomicamente machos apresentavam a aparelhos reprodutores femininos. Altas concentrações de substancias químicas que imitam o estrogênio ¬como impermeabilizantes e o pesticida Atrazine - foram detectadas na água do rio.

Ao longo do rio Potomac, em Maryland, ao menos 60% dos peixes examinados por cientistas, em 2003 e 2004, haviam sofrido mutações - tornando-se hermafroditas, ou revertendo de machos para fêmeas -, com indivíduos nascidos machos produzindo ovos no interior de seus testículos. Numerosas drogas farmacêuticas, que passaram incólumes pelas estações de tratamento de água e esgoto, foram detectadas no rio. "Nós podemos estar vendo apenas a ponta do iceberg, em termos do impacto cumulativo disso tudo", comentou Thomas Burke, presidente associado ao comitê de política para a saúde da Escola de Saúde Pública Bloomberg, da Universidade John Hopkins, em Baltimore. Essas constatações tornaram-se particularmente alarmantes pelo fato de Washington D. C. - a capital do país - e outras cidades localizadas ao longo do Potomac retirarem seus suprimentos de água potável daquele rio.

Mutações similares têm surgido em todo o território dos Estados Unidos. Em testes realizados por biólogos da Baylor University em um riacho no Texas, foi constatado que indivíduos machos de uma espécie de pequenas carpas haviam sofrido mutações em razão da presença de medicamentos para o controle da natalidade, ali descartados por uma usina de tratamento de água. Quando o consumo nacional de Prozac duplicou, desde 2000, passando a ser consumido por 54 milhões de pessoas, mais da metade dos rios e córregos analisados pelo Serviço de Supervisão Geológica dos Estados Unidos mostraram que essa droga antidepressiva afetava o desenvolvimento e a reprodução de moluscos, invertebrados e peixes,. A professora de saúde ambiental Marsha Black, Universidade da Geórgia, descobriu que o Prozac afeta a vida aquática nos rios dos Estados da Geórgia e Mississippi mesmo em concentrações extremamente baixas, como menos de uma parte por bilhão - o que equivale a uma aspirina em um tanque de 3.875 a milhões de litros de água. Quase metade dos peixes expostos ação dessas drogas morreram prematuramente, outros cresceram defeituosos ou sofreram mutações e uma quantidade ainda maior agrupa-se em enormes cardumes totalmente confusos e desorientados, que nadam em círculos.

3. A Lição da Dinamarca.

Durante a Primeira Guerra Mundial, quando o alimento escasseou e ainda foi imposto um bloqueio pela Alemanha, o golpe foi muito grande para a Dinamarca. A agricultura – uma das mais avançadas e industrializadas do continente – era a principal fonte de recursos do país.

Mikkel Hindhede, filho de camponês, havia-se formado em medicina por volta de 1880 na Universidade de Copenhague. Exerceu suas funções de diretor do Hospital de Skanderborg de maneira estranha – raramente receitando remédios e só de vez em quando fazendo cirurgias. Muitos de seus colegas ficavam irritados com sua conduta. As contas de medicamentos eram 75% menores do que em qualquer outro lugar e, apesar de nunca fazer operações de apendicite, em 17 anos nunca perdeu um paciente devido a esse problema.

Quando Mikkel ouviu na faculdade, nas aulas de fisiologia que as pessoas precisavam de, pelo menos 118 gramas de proteína por dia, passou a comer mais carne, pois sua criação havia sido basicamente de produtos vegetais. Estranhamente passou a sentir-se mais fraco. Então voltou a reduzir a carne e, ainda diretor do Hospital de Skanderborg, fez sem alarde uma experiência em si próprio para verificar com que quantidade mínima de proteínas uma pessoa se sente bem.Como fazia quando era jovem, comia apenas produtos da estação.

A quantidade diária de proteínas era aproximadamente 25 gramas – menos de ¼ daquilo que as autoridades médicas aconselhavam. Observava a si mesmo com muita curiosidade, mas semanas e meses se passaram e ele sentia-se muito bem, com muita vontade de trabalhar e em forma. Sua família aderiu a mesma dieta.

Hindhede foi nomeado presidente da comissão de orçamento da Dinamarca. Elaborou um plano para evitar a fome que logo iria assolar a Dinamarca. Oitenta por cento dos porcos foram vendidos por altos preços para a Alemanha e para a Grã-Bretanha, onde o povo e os especialistas ainda estavam convencidos da necessidade de altas doses de proteína. O número de vacas leiteiras foi reduzido a 1/3, a produção de cerveja foi reduzida pela metade e a produção de bebidas destiladas foi totalmente abolida para reservar as batatas e os cereais para o consumo humano.

Hindhede introduziu um pão integral redondo e chato. A produção de verdura e frutas foi incentivada e a boa vontade do povo foi conquistada com uma pequena publicação. A quantidade semanal de manteiga foi reduzida para ½ quilo e o consumo de carne foi reduzido para 40 g por dia; porém, não houve mercado negro nem insatisfação. É preciso salientar que os ricos podiam facilmente obter mais manteiga, mais carne, mais pão branco e mais pãezinhos, muito mais caros. Entretanto, batatas, pão integral, cevada e leite estavam disponíveis para todos a preços baixos. Todo o farelo que antes servia de ração para os porcos foi destinado à alimentação da população. No mundo inteiro ainda se acreditava que o farelo era indigesto. Entretanto, já naquela época, estudos provaram que isso é um engano: o farelo pode ser tão bem digerido como a farinha branca, apenas mais devagar, o que representa uma vantagem. Os estudos também mostraram que o farelo contém a maioria dos minerais, quase todas as vitaminas, bem como as proteínas valiosas do grão.

O mais surpreendente ocorreu inesperadamente. Hindhede afastou a epidemia de gripe que, no final da Primeira Guerra Mundial, assolou os países da Europa, matando, no ano de 1918, mais gente do que a guerra. O plano de nutrição não só afastou a fome, a alta dos preços e os distúrbios sociais mas também a gripe. A Dinamarca foi o único país do continente no qual os coeficientes de mortalidade permaneceram em níveis normais. A única explicação possível para este fenômeno – que parece um milagre - é que o plano mobilizou a defesa imunológica da população através de uma alimentação reduzida mas suficiente, rica em elementos vitais, pobre em proteína animal, açúcar e cereais beneficiados. Isso provocou uma reação saudável.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Bircher-Benner conseguiu alertar a Comissão Suíça de Alimentação, que pôs em pratica na Suíça um programa de racionamento (1939-1946) semelhante ao dinamarquês, obtendo muito sucesso apesar da grande resistência encontrada.

Estes dois casos de sucesso foram abafados e hoje está totalmente esquecido. Nem as enciclopédias, nem os livros técnicos escrevem uma só linha a respeito de Hindhede, de suas pesquisas e de seu trabalho

Baseada em estudos estatísticos a revista médica inglesa Lancet de fevereiro de 1938 confirmou a diminuição da mortalidade na Dinamarca em 34% nos anos de guerra como conseqüência do programa de alimentação de Hindhede. Confirmou também que não houve aumento dos coeficientes de mortalidade durante a epidemia de gripe de 1918.

Quantos benefícios poderíamos tirar para o mundo se essa obra não tivesse sido relegada ao esquecimento!

4. Política e Saúde

O dr. DAVID SERVAN-SCHREIBER em seu livro ANTI-CANCER - Prevenir e Vencer usando nossas defesas naturais, escreveu :

Em 1977, acompanhei meu pai na ocasião de seu encontro com o senador George McGovern no seu escritório do Senado em Washington. Eu me lembro que o escritório me pareceu muito pequeno para um senador que fora candidato democrata à presidência dos Estados Unidos. Lembro-me também do estranho mapa de Dakota do Sul- por onde ele era eleito - que forrava a parede atrás de sua cadeira. Era um grande retângulo quase vazio, com um punhado de cidadezinhas dispersas cujos nomes eu sequer conhecia. McGovern estava abatido e preocupado. Estava enfrentando uma insurreição considerável, bem mais temível do que o assalto de Nixon a seu antigo quartel-general no edifício Watergate durante a campanha perdida de 1972. "Eu acabo de cometer o maior erro de minha carreira política", ele nos declarou. Ele tinha aceitado presidir a comissão parlamentar encarregada de prescrever recomendações nutricionais de saúde pública. Os especialistas que fizeram depoimentos diante da comissão tinham apresentado resultados límpidos: a taxa de doenças coronarianas decolara depois da Segunda Guerra Mundial, enquanto nos países onde a dieta era mais rica em vegetais do que em produtos animais essas doenças eram praticamente inexistentes. Os epidemiologistas tinham também observado que, na ocasião do racionamento de carne e laticínios durante a guerra, a taxa de doenças cardíacas caíra consideravelmente.

Acreditando agir corretamente, a comissão mandara publicar um documento que lhe parecia de bom senso. Nesses "Objetivos alimentares para os Estados Unidos", ingenuamente recomendara "reduzir o consumo de carne e laticínios" .

Desde esse anúncio, McGovern se debatia no meio de uma tempestade política que ele não conseguia mais dominar. Desencadeara o furor dos produtores do boi e da vaca leiteira dos Estados Unidos. Em seus grandes prados vazios, Dakota do Sul não tinha muito mais habitantes do que cabeças de gado ... McGovern nos explicou naquele dia que há coisas nas quais é melhor não mexer.

Três anos mais tarde, as subvenções dos poderosos produtores iam se dirigir para seu adversário político, dando fim à sua carreira de senador. A triste expressão de McGovern sugeria que ele já compreendera o que ia lhe acontecer. Financiados pelos produtores, especialistas de todo tipo declaravam que era preciso antes de tudo não incriminar um alimento específico. As gorduras saturadas que estavam em causa não eram encontradas apenas na carne e nos produtos leiteiros, explicavam com toda sabedoria, mas igualmente no peixe (o que é verdade, mas em quantidades muito inferiores). A indústria conseguiu, pois, modificar as recomendações de maneira a que em nenhum lugar se aconselhasse explicitamente reduzir o consumo de um alimento específico. Com isso, lançou a confusão no meio público, possivelmente por décadas. O que deveria ter sido uma mensagem simples e evidente se tornara uma barafunda ininteligível que acabou não tendo nenhum impacto. Como chama a atenção no New York Times Michael Pollan, professor de jornalismo na Universidade de Berkeley, a única mensagem transmitida ao público foi a que sempre é apresentada quando se quer ter certeza de que nada vai mudar: "Os especialistas não estão de acordo entre si."

Como os pacientes, os médicos se vêem esmagados entre duas indústrias muito poderosas. De um lado, a indústria farmacêutica: sua lógica natural consiste em propor soluções farmacológicas, em vez de encorajar os pacientes a se defender. De outro, a indústria agroalimentar: ela protege avidamente os próprios interesses, impedindo a difusão de recomendações excessivamente explícitas sobre as relações entre alimentos e doenças. Seu mais vívido desejo é que nada mude.

Mas para aqueles que, como eu, querem se proteger contra o câncer, é inaceitável continuar a ser vítima passiva dessas forças econômicas. Não há outra escolha a não ser armar-se de todas as informações disponíveis a respeito de tudo que possa contribuir para dominar a doença sem prejudicar o corpo. Os dados disponíveis sobre os efeitos anticâncer da alimentação são amplamente suficientes para que cada um comece a aplicá-Ios em si mesmo.

5. As pessoas não querem mudar

Continuando ainda com o Dr Servan-Schreiber:

Mas estamos realmente prontos para ajudar a nós mesmos? Eu me lembro de uma conversa com um colega médico em um congresso no qual eu apresentara dados sobre a degradação dos hábitos alimentares no Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial. Eu insistira sobre a urgência de corrigir nossos hábitos. "Talvez você tenha razão, David, mas não adianta nada lhes dizer tudo isso. Tudo o que eles querem é tomar um remédio e não pensar mais no assunto."

Não sei se ele tinha razão. Sei que não é verdade no meu caso. E prefiro acreditar que não sou o único a pensar desta maneira.

Um artigo publicado na revista Forbes em 2004, descrevia o mais novo inimigo da indústria farmacêutica: um estilo de vida mais limpo e simples.

A dádiva que recebemos da natureza é o nosso sistema imunológico, uma linha de defesa altamente especializada no combate às doenças, que garante nossa saúde e ocorre naturalmente, desde o nascimento. Hipócrates afirmava “ a força curativa natural que possuímos dentro de cada um de nós é a maior força com que podemos contar para curar a nós mesmos”.

As substancias químicas e sintéticas, sejam legais ou ilegais, podem danificar o nosso sistema imunológico de duas maneiras: impedindo sua ação ou superestimulando-o. Quando o sistema imunológico é impedido de agir, criam-se as condições para o desenvolvimento de males como a gripe, ou doenças como o câncer; quando ele é superestimulado, são causadas as reações alérgicas e os distúrbios sistêmicos auto-imunes.

Muitos de nós já atravessamos períodos extremamente estressantes, dos quais emergimos com um resfriado ou outro mal qualquer; conhecemos, portanto, por experiência própria, o impacto que o estresse pode causar sobre nossos sistemas imunológicos. A combinação entre o estresse a que a vida nos submete e os desgastes provocados pela carga de substancias químicas à qual nossos corpos estão expostos, somados a uma nutrição deficiente e ao abuso de drogas legalmente prescritas, é uma formula infalível para uma falência do sistema imunológico e para o desenvolvimento de problemas crônicos de saúde.

6. Obesidade e Cancer

No livro Anti-Cancer do dr David Servan-Schreiber encontra-se o seguinte relato:

“Depois do tabaco, a obesidade é o segundo fator de risco para o câncer. Pois bem, recentemente se compreendeu que a obesidade e o câncer têm uma raiz comum. Os pesquisadores franceses Gérard Ailhaud e seu colega Philippe Guesnet conseguiram demonstrar que a modificação na natureza do leite a partir de 1950 é que seria responsável pela obesidade dos bebês. Esse desequilibrio age ao mesmo tempo sobre o crescimento das células adiposas e sobre as células cancerosas. Vejamos como.

No ciclo da natureza, as vacas dão cria na primavera, no momento em que o pasto é mais abundante, e produzem leite durante vários meses, até o final do verão. O pasto da primavera é uma fonte particularmente rica em áci¬dos graxas ômega-3, que vão então se concentrar no leite das vacas criadas em pastagens, e conseqüentemente em todos os seus derivados: manteiga, creme, iogurte, queijo. Os ômega-3 do pasto são encontrados também na carne do boi que se alimentou dele, e nos ovos das galinhas criadas em liberdade e alimen¬tadas com forragem (em vez de grão).

A partir dos anos 1950, a demanda de laticínios e de carne bovina au¬mentou de tal maneira que os criadores tiveram que contornar a imposição do ciclo natural de produção de leite e reduzir o espaço de pasto necessário para alimentar um bovino de 750 kg. As pastagens foram então abandonadas em favor da criação confinada. O milho, a soja e o trigo, que passaram a constituir a alimentação principal dos animais, quase não contêm mais ômega- 3. Eles são, por outro lado, muito ricos em ômega-6. Os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 são ditos essenciais por não poderem ser fabricados pelo corpo humano; conseqüentemente, a quantidade de ômega-3 e ômega-6 em nosso corpo decorre diretamente das quantidades presentes na nossa alimentação. Estas dependem, por sua vez, do que absorveram as vacas ou as galinhas de onde obtivemos nosso alimento. Se elas comem capim, então a carne, o leite e os ovos que nos ofere¬cem são perfeitamente equilibrados em ômega-3 e ômega-6 (um equilíbrio pró¬ximo de 1/1). Se elas comem milho e soja, o desequilíbrio em nosso organismo alcança as taxas atuais, ou seja, 1/15, ou até 1/40 para alguns de nós.

Os ômega-3 e os ômega-6 presentes no nosso corpo estão em permanente competição pelo controle de nossa biologia. Os ômega-6 facilitam a estocagem das adiposas, a rigidez das células, a coagulação e as respostas inflamatórias às agressões exteriores. Eles estimulam portanto a fabricação de células adiposas desde o nascimento. Os ômega-3, ao contrário, atuam na constituição do sis¬tema nervoso, tornam as células mais flexíveis e acalmam as reações de infla¬mação. Limitam também a fabricação de células adiposas.4o.44 O equilíbrio da fisiologia depende estreitamente do equilíbrio entre ômega-3 e ômega-6. Pois bem, essa relação é o que mais mudou na nossa alimentação em cinqüenta anos.

Não são apenas os bovinos. Os ovos produzidos pelas galinhas criadas com grão de milho (quase universal hoje) contêm vinte vezes mais ômega-6 do que ômega¬3.

Paralelamente à profunda alteração na sua dieta alimentar, o gado é por vezes tratado com hormônios como o estradiol e o zeranol a fim de acelerar seu aumento de peso.Esses hormônios se acumulam dentro do tecido gorduroso e são excretados no leite.

7. Uma nova visão de saúde

No livro Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro- do Dr Richard Gerber, encontramos as seguintes passagens:

A medicina que se pratica no ocidente atualmente baseia-se no modelo newtoniano da realidade. Este modelo é essencialmente um ponto de vista que considera o mundo como sendo um mecanismo complexo. Os médicos vêem o corpo como uma espécie de grandiosa máquina controlada pelo cérebro e pelo sistema nervoso autônomo: o supremo computador biológico.

Precisamos de um novo conceito que vê os seres humanos como redes de complexos campos de energia em contato com os sistemas físico e celular. O reconhecimento de que toda matéria é energia constitui a base para compreendermos porque os seres humanos podem ser considerados sistemas energéticos dinâmicos. Por meio de sua famosa equação, E=mc² , Albert Einstein provou aos cientistas que energia e matéria são duas manifestações diferentes da mesma substancia universal. Essa substancia universal é a energia ou vibração básica, da qual todos nós somos constituídos.Embora a visão einsteiniana tenha aos poucos sido aceita pelos físicos, as profundas descobertas de Einstein ainda estão por ser incorporadas ao modo como os médicos encaram doença e os seres humanos.

Os atuais modelos newtonianos de medicina consideram que a fisiologia e o comportamento psicológico do ser humano dependem da maquinaria estrutural do cérebro e do corpo. O coração é uma bomba mecânica que transporta sangue rico em oxigênio e nutrientes até o cérebro e os diversos sistemas de órgãos. Os médicos acham que compreendem tão bem o coração, que inventaram substitutos mecânicos para assumir as funções de um coração natural deficiente. Muitos médicos consideram que a principal função dos rins é atuar como um mecanismo automático de filtragem de trocas iônicas. Através da criação de máquinas de hemodiálise os médicos reproduziram mecanicamente a capacidade que os rins têm de remover impurezas e toxinas do sangue. Embora os avanços na tecnologia biomédica tenham colocado ao alcance dos médicos uma maior variedade de peças de reposição para substituir vasos sanguíneos e órgãos doentes, ainda está faltando um conhecimento mais profundo a respeito de como reverter ou prevenir muitas doenças.

Os pontos de vista dos médicos a respeito do funcionamento interno dos seres humanos mudou muito pouco com a evolução do pensamento científico através dos séculos. Os médicos modernos ainda vêem o corpo humano como uma máquina complexa. Eles simplesmente adquiriram um maior grau de sofisticação através do estudo dos mecanismos biológicos no nível molecular.

Os primeiros cirurgiões atuavam sob a premissa básica de que o corpo humano é um complexo sistema de encanamentos. O cirurgião moderno talvez possa ser visto como um "bioencanador" especializado, que sabe como isolar e remover um componente "defeituoso" e como juntar novamente o sistema de modo que ele possa voltar a funcionar corretamente. Avanços recentes na farmacologia nos proporcionaram novas maneiras de "consertar" um corpo doente. Embora baseada numa filosofia diferente, a farmacoterapia ainda é newtoniana no sentido de operar a partir de um ponto de vista que encara o corpo como um complexo biomaquinismo. Em vez de usar instrumentos cortantes, como na cirurgia, os médicos usam drogas para enviar balas mágicas a determinados tecidos do corpo. Diferentes drogas são empregadas para fortalecer ou destruir as células que funcionam de forma aberrante, dependendo da necessidade médica. Os progressos na biologia molecular permitiram que as balas mágicas fossem apontadas com uma especificidade cada vez maior, na esperança de se criarem drogas mais eficazes e com menos toxicidade geral para o corpo. Embora tanto a abordagem cirúrgica como a farmacológica tenham nos proporcionado significativos avanços no diagnóstico e no tratamento das enfermidades humanas, ambas aceitam o ponto de vista newtoniano de que o corpo humano é um mecanismo complicado constituído por órgãos físicos, substancias químicas, enzimas e receptores de membrana.

A visão newtoniana e mecanicista da vida é apenas uma aproximação da realidade. As abordagens farmacológica e cirúrgica são incompletas porque ignoram as forças vitais que animam a biomaquinaria dos sistemas vivos e insuflam-lhe vida. O princípio fundamental numa maquina é de que a função do todo pode ser prevista pela soma das partes. Ao contrario das maquinas, porém, os seres humanos são mais do que a soma de um conjunto de substancias químicas ligadas umas às outras. Todos os organismos dependem de uma sutil força vital que cria uma sinergia graças a uma singular organização estrutural dos componentes moleculares. Por causa dessa sinergia um organismo vivo é maior que a soma das suas partes. A força vital organiza os sistemas vivos e constantemente renova e reconstrói os seus veículos celulares de expressão. Quando a força da vida abandona o corpo, por ocasião da morte, o mecanismo físico vai lentamente se decompondo até transformar-se num conjunto desorganizado de substancias químicas. Esta é uma das coisas que diferencia os sistemas vivos dos não-vivos e as pessoas das máquinas.

Essa força vital é uma forma de energia comumente ignorada pelos pensadores mecanicistas atuais, cujas opiniões são predominantes na medicina ortodoxa. Essas forças sutis não são estudadas ou discutidas pelos médicos porque desconhecem as mais recentes pesquisas sobre as influencias dos campos elétricos e magnéticos no corpo humano. A atual incapacidade da ciência para lidar com as forças vitais que animam a estrutura humana deve-se em parte ao conflito entre os sistemas de crenças oriental e ocidental, ocorrido muito tempo atrás.

Os pontos de vista dos médicos modernos estão profundamente entrincheirados dentro de uma cosmovisão newtoniana com centenas de anos de idade. À medida que os físicos adquiriram maior experiência com os fenômenos da eletricidade e do magnetismo, porém, acabou-se descobrindo que esse modelo sofria de várias limitações. Da mesma forma, a cosmovisão newtoniana carece de uma explicação adequada para os papeis das forças vitais nos sistemas vivos. Embora tenha havido uma época na história da medicina em que o vitalismo foi popular, o excesso de confiança na tecnologia e na ciência rejeitaram essas filosofias em favor de modelos mecanicistas da vida orgânica.

Embora a medicina tenha aumentado sua sofisticação, concentrando-se nas interações celulares em nível molecular, os modelos fisiológicos baseiam-se estritamente no comportamento da matéria física densa. Esses modelos rejeitam as contribuições dos campos bioenergéticos, os quais influenciam os padrões de crescimento e expressão do corpo físico.

Existe um novo gênero de medico/terapeuta, atualmente em expansão, que procura entender o funcionamento dos seres humanos a partir de uma revolucionaria perspectiva de acordo com a qual a matéria é uma forma de energia.Esses cientistas espiritualistas encaram o corpo humano como um modelo instrucional(informacional) graças ao qual poderemos começar a entender, não apenas a nós mesmos, mas também o funcionamento interno da natureza e os segredos do universo. Através da percepção de que os seres humanos são constituídos de energia, podemos começar a compreender novos pontos de vista a respeito da saúde e da doença. Essa nova visão einsteiniana proporcionará aos médicos/terapeutas do futuro não apenas uma perspectiva única a respeito das causas das doenças como também métodos mais eficazes de curar as enfermidades que afligem os seres humanos.

Essa perspectiva baseia-se na compreensão de que o arranjo molecular do corpo físico é na verdade uma complexa rede de campos de energia entrelaçados. A rede energética, que representa a estrutura física/celular, é organizada e sustentada pelos sistemas energeticos "sutis", os quais coordenam o relacionamento entre a força vital e o corpo. Há uma hierarquia de sistemas energéticos sutis que coordena tanto as funções eletrofisiológica e hormonal como a estrutura celular do corpo físico. É basicamente a partir desses níveis de energia sutil que se originam a saúde e a doença. Esses singulares sistemas de energia são intensamente afetados tanto pelas nossas emoções e nível de equilíbrio espiritual como pelos fatores ambientais e nutricionais. Essas energias sutis afetam os padrões de crescimento celular tanto positiva como negativamente.

A medicina energética procura curar as doenças e transformar a consciência humana atuando sobre os padrões energéticos que dirigem a expressão física da vida. Acabaremos descobrindo que a própria consciência é uma espécie de energia que está integralmente relacionada com a expressão celular do corpo físico. Assim, a consciência participa da contínua criação da saúde ou doença.

8. Estresse e saúde

Nossa saúde depende de nosso estado interno e de nossa interação com o ambiente externo. Qualquer perturbação ao equilíbrio energético de nosso corpo pode ser entendido como um estresse orgânico.

É importante compreender que um certo grau de estresse é necessário para o crescimento. Os ossos do corpo, por exemplo, suportam a pressão exercida pelo peso do corpo no campo gravitacional terrestre. A distribuição dessa tensão pela estrutura do esqueleto é necessária para a correta formação dos ossos. Se a tensão gravitacional é eliminada, tal como acontece quando os astronautas ficam muito tempo no espaço ou quando uma pessoa permanece presa à cama durante longo período, o cálcio é reabsorvido e os ossos tornam-se mais fracos.

O Dr. Hans Selye, o precursor das pesquisas na área do estresse, chama esse nível ótimo de estresse de eustress. Se esse nível de estresse é excedido, causando uma disfunção no sistema, a pessoa passa por uma situação aflitiva conhecida como distress. Portanto, não é necessário nem desejável ter-se um ambiente totalmente desprovido de estresse.

Ele introduziu um novo conceito médico no mundo, baseado na redução e controle do estresse, mostrando os seus efeitos negativos no corpo. Ele explicou que o estresse inicialmente produzia uma reação de alarme na pessoa e então provocava sintomas de doença. Se o stress não fosse aliviado e continuasse, o corpo entraria em um estágio de adaptação e os sintomas iriam ser suprimidos ou desaparecer. Entretanto, o processo de degeneração não era interrompido, levando a exaustão do corpo. Hoje se reconhece que a ausência de sintomas não significa uma saúde perfeita. Uma pessoa pode ter uma doença séria e ainda permanecer livre de sintomas.

9. O ser humano dentro do campo elétrico ambiental.

Existe uma eletricidade ambiental flutuante em toda a superfície terrestre, que é o resultado de processos tão variados e complexos como a radiação cósmica e solar, às quais se somam fatores meteorológicos como as baixas pressões atmosféricas, as tormentas, etc.. Por regra geral, estabelece-se que a crosta terrestre - muito condutora - está carregada negativamente. A atmosfera é semicondutora( dielétrica ou condutora, conforme as circunstancias) até cerca de 50 km. Nos níveis altos da atmosfera - na ionosfera - volta a ser muito condutora; neste caso, com carga positiva.

Existe uma diferença de potencial entre a Terra e a ionosfera, que oscila entre 300.000 e 400.000 volts. Essa diferença de potencial, que no nível do solo deve traduzir-se em torno de 130V/m com tempo claro e calmo, sem tormentas magnéticas, pode alcançar vários milhões de volts durante as baixas pressões atmosféricas, ou nos estados pré-tempestade, que todos sentimos como altamente agressivos e descontrolados.

Além disso, nesses períodos de tormentas, essa eletricidade passa de equilíbrio de cargas + e - , que encontramos em situações habituais, a um forte predomínio de cargas +, que agravam os transtornos. Em condições normais, a baixa e media atmosfera isolam a carga de íons + da alta atmosfera, sobre os de carga - da baixa atmosfera. Existem algumas linhas equipotenciais paralelas ao solo que seguem a orografia (estudo das nuances do relevo de uma região) do terreno, comprimindo-se segundo os diferentes níveis e criando um forte gradiente de potencial elétrico nas zonas mais elevadas ou nos picos, que facilitam sua descarga ( efeito das pontas).

Os fenômenos meteorológicos provocam intercâmbios em ambos os sentidos: cargas e descargas. Em condições normais, os elétrons sobem até as camadas superiores da atmosfera, enquanto os íons + descem até a superfície terrestre.

Assim o ser humano se vê percorrido constantemente por uma corrente elétrica com uma diferença de potencial que oscila entre 170 e 220 volts. Porém, se nos deitamos, o equilíbrio do campo elétrico se modifica por completo, de modo que todos os pontos do corpo serão submetidos tão somente a uma leve excitação.

Na pessoa, se não estiver em contato com a terra - e não está graças ao isolamento plástico ou de borracha das solas dos sapatos ou pelo asfalto - uma tensão elétrica é produzida na superfície do corpo. Essa tensão se torna nula se a pessoa estiver em contato com a terra, como sucede quando nos descalçamos ou usamos solas condutoras ( couro, cânhamo, etc.). A resistência que o corpo humano oferece à passagem da eletricidade tende a ser de 15 a 20 kΩ (kiloohms), quando estamos descalços ou usamos solas condutoras. Essa resistência aumenta para até 100 kΩ quando usamos solas plásticas secas. Tais níveis de resistência elétrica cutânea também tendem a aparecer nos estados de nervosismo ou estresse.

Os dr J. Möse, G. Fisher e S. Schy comprovaram, em experimentos com animais, que ao se reduzir drasticamente as tensões do campo elétrico de corrente contínua, reduz-se também em medida considerável a capacidade do corpo em defender-se de agentes patogênicos. Isso ocorre quando nos isolamos por completo do campo elétrico natural, rodeando-nos de estruturas metálicas aterradas ( efeito gaiola de Faraday). Essas estruturas são capazes de reduzir a menos de 100 V/m as tensões do campo elétrico. Sendo a estabilidade dessas tensões um fator de equilíbrio para nossa saúde, veremos que nos edifícios com excesso de metal será sempre maior o perigo de padecer de enfermi- dades. Se em tais edifícios a estrutura está bem aterrada, os transtornos se deverão `a falta de potencial elétrico, ao passo que, por não estar corretamente aterrada, o motivo será o excesso de tensão elétrica pelo efeito condensador elétrico dos metais.

A eletricidade começou a fazer parte da vida humana em meados de 1880, quando começaram a ser construídos os primeiros sistemas de distribuição em corrente contínua. Em 1892 Nikola Tesla desenvolveu o sistema de corrente alternada que passou a ser o padrão a nível mundial. Desde então, a eletricidade e os campos elétricos e magnéticos gerados passaram a fazer parte da vida humana, principalmente nos grandes centros urbanos. Com o desenvolvimento da eletrônica e dos sistemas de comunicações, dos computadores, das redes sem fio(wireless) o ambiente onde vivemos vem sendo alterado rapidamente. As conseqüências destas mudanças para o organismo humano, ainda não são conclusivas, embora hajam diversas indicações de efeitos nefastos na saúde.

A energia elétrica comercial que as companhias distribuem, tanto às indústrias quanto aos domicílios, é de polaridade de 50 ou 60 Hz dependendo do país; por isso, os campos elétricos e eletromagnéticos que se produzem nos cabos condutores e nos transformadores - tanto nos grandes das distribuidoras de energia elétrica, quanto nos pequenos embutidos em rádio-relógios, radiogravadores, videocassete, DVD, por exemplo - oscilam a uma freqüência de 50 ou 60 Hz.

Um dos efeitos mais significativos desses campos artificiais, chamados de baixa freqüência, é a possível interferência com os ciclos de atividade cerebral, que determinam os diferentes estados de consciência. Tem-se observado que, nos estados de vigília, de atenção consciente ou de pensamento ativo, nosso cérebro gera ondas eletromagnéticas de 25, 50, 100, 200 Hz, ou superiores quando estamos muito preocupados com algo. Em troca, quando relaxamos baixamos para 8 ou 12 Hz, e quando estamos em sono profundo podemos chegar a emitir ondas de somente 4 Hz. Fica fácil perceber que qualquer pessoa obrigada a passar muitas horas seguidas sob a ação de ondas eletromagnéticas de 50 ou 60 Hz, dificilmente chegará a relaxar ou a descansar profundamente, pelo que seu sistema nervoso central se ressentirá e, a curto prazo, será seu sistema imunológico que se verá afetado por tais desequilíbrios.

A maior parte das atividades que acontecem no organismo é realizada através das partículas carregadas, dos íons carregados, como são os fluxos de cálcio, sódio, potássio e magnésio. São esses fluxos de minerais no organismo que fazem grande parte da dinâmica funcional.

A base de funcionamento do exame de ressonância nuclear magnética é o princípio de ciclotron resonance: se uma partícula carregada ou um íon é exposto a um campo magnético constante, iniciará um movimento circular ou orbital, se um segundo campo eletrico incidir perpendicularmente. A energia é transferida do campo eletrico para a particula carregada. A velocidade é determinada pela carga e massa da partícula e pela intensidade do campo incidente. Se a incidencia do segundo campo deixar levemente de ser em angulo reto, a partícula assumirá um movimento em espiral.

Ciclotron ressonance é um fenômeno observado em física do plasma e de matérias condensadas. Um eletron em um campo magnético uniforme e estático, irá mover-se em um círculo devido às forças de Lorenz. O movimento circular pode ser superimposto com um movimento axial uniforme, resultando em uma hélice, ou com um movimento uniforme perpendicular ao campo, por exemplo, na presença de um campo eletrico ou gravitacional, resultando em uma cicloide.

Transpondo esse princípio para o organismo, a ciclotron resonance é verificada em qualquer situação em que se tenha um campo eletromagnetico constante, no caso o campo eletromagnetico da Terra, que é de 2 a 6 gauss, combinado com um segundo campo magnético chamado oscilante, agindo ambos sobre a partícula carregada.

Todos sabem a importancia do calcio no funcionamento do coração e o calcio tem o seu ponto de ciclotron resonance por volta de 18 Hz. Quando submetido ao campo magnético da Terra, por volta de 2 Hz, faz com que o íon de calcio, atuando na faixa de 18 Hz, entre em grande oscilação. Não é por acaso que o coração trabalha preferencialmente na faixa de 18 Hz. É a faixa preferencial de oscilação do calcio ( cuja frequencia caracteristica é 422,7 Hz) , e ao trabalhar nesta faixa entra em instabilidade e grande produtividade energética. O sódio, por exemplo, tem o seu ponto de ciclotron resonance na faixa de 16 e 15 Hz, o potássio numa faixa menor, em volta de 10 Hz, o litio numa faixa maior, em torno de 55 e 60 Hz.

Sob estrito controle médico, devido a sua toxicidade, o Lítio tem sido utilizado no tratamento de várias condições neuropsiquiátricas nas últimas três décadas, e é particularmente benéfico para o tratamento agudo da mania e, normalmente, para a profilaxia e tratamento da depressão nos pacientes bipolares.

As chamadas Extremely Low Frequency (ELF), na faixa de 01 a 100 Hz, são extremamente significantes para o organismo. Dentro do princípio da ciclotron resonance, o campo de freqüência dos sistemas de energia elétrica domésticos, na faixa de 60 Hz, é um risco muito alto, porque está dentro da janela informativa preferencial do organismo. Já as freqüências muito altas do megahertz, estressam e sobrecarregam o organismo, mas para elas ele tem mais recursos para se proteger.

Antes da célula se lesar ela terá o seu potencial elétrico de membrana mudado. Assim, o potencial elétrico do tecido passará a apresentar uma dissonância, uma oscilação dissonante, como um ruído, e isso é perceptível eletromagneticamente. Algumas pessoas com sensibilidade eletromagnética passam a mão sobre o organismo da pessoa e identificam onde está a desarmonia, o desequilíbrio, e podem, com um segundo campo elétrico, o campo da sua mão, conseguir harmonizar essas oscilações dissonantes. O Reiki funciona dentro dessa lógica e no passado Mesmer usou o Magnetismo Animal, no século XIX.

Até que não se realizem investigações sistemáticas, não se poderá estabelecer o vinculo exato entre as enfermidades e os campos elétricos e eletromagnéticos. Na atualidade, tais estudos são financiados pelas próprias companhias elétricas, e seu interesse consiste em demonstrar que tudo está correto, que nada acontece, que trata-se apenas de queixas de alguns "alarmistas anti-progresso", que querem atentar contra os interesses das companhias.

A maioria destas pesquisas adoecem de um serio problema: a metodologia.

Baseando-se no que não se pode ou é difícil experimentar reproduzindo os fatos reais, ou seja, expondo os animais estudados a campos eletromagnéticos de baixa freqüência e intensidade durante um longo período de tempo, como ocorre na realidade cotidiana, mudam os parâmetros e expõem os animais de experimentação a fortes intensidades durante curtos períodos de tempo.

Assim ao invés das 100 nanoteslas de exposição permanente que encontramos em muitas casas, experimenta-se com induções milhares e até centenas de milhares de vezes superiores, em exposições curtas, com o que o único efeito que aparece é a hipertermia, considerado não problemático pois poucas pessoas vêem-se submetidas a campos magnéticos tão intensos.

Quando aplicamos um campo magnético na superfície de um organismo vivo, induzimos campos elétricos dentro do mesmo. A proteção aos campos magnéticos é praticamente nula; as únicas prevenções possíveis são não nos aproximarmos dos campos magnéticos intensos e controlar sua proliferação nos lugares habitados ou transitados. Por outro lado, os campos magnéticos artificiais alteram os processos biológicos, já que sua intensidade é muito superior `a dos originados de uma forma natural.

O dr Yuri Zian Kanzen (medico graduado na Universidade de Seyan,China) descobriu que a matéria viva emite ondas eletromagnéticas portadoras de informação biológica. Esse fenômeno, que consiste na emissão de sinais eletromagnéticos próximos das VHF, geradas pelos próprios tecidos e células dos organismos vivos, seria o responsável por algumas modificações biológicas. Esses sinais, em forma de onda eletromagnética, ao se encontrarem com outro objetivo biológico, são capazes de produzir uma reestruturação nas partes que o compõem. Yuri Zian obteve, em seu laboratório, um frango com caracteres próprios de uma cria de pato, modificando os códigos genéticos com a ajuda de um sinal VHF.

Os trabalhos do dr J.L.Delgado e Jocelyne Leal, chefe do departamento de Bioeletromagnetismo do hospital Ramón y Cajal sobre a conduta animal verificaram que pode-se mudar o estado de animo de um chimpanzé, simplesmente mudando a freqüência eletromagnética emitida através de um aro de cobre que rodeava a 50 cm a cabeça do símio, o qual passava de estados de agressividade à maior das apatias, em função da freqüência que lhes aplicavam.

Abe Liboff, um físico da Universidade de Oakland, realizou um experimento irradiando igualmente células sadias e malignas, tanto ósseas como linfáticas, para observar como os campos magnéticos afetavam seu crescimento. Seus resultados sugerem que as radiações induzem ambos os tipos de células a produzirem mais DNA (acido desoxirribonucleico), sinal de que estão preparadas para se dividirem. O incremento de DNA nas células malignas é, com certeza, de três a cinco vezes maior que nas células sadias.

A falta de uma teoria sobre um mecanismo que explique os efeitos eletromagnéticos sobre as células é um dos maiores obstáculos para os pesquisadores.

Liboff começa a obter alguns progressos nessa área: está promovendo, com cautela, o que chama de "teoria da ressonância íon-ciclotron", baseada em trabalhos próprios e de outros, como Adey.

Os íons servem como mensageiros químicos que influem em varias funções celulares básicas, desde a reprodução à respiração. Em 1976, Adey descobriu que os cérebros de frangos expostos a certa classe de campos magnéticos mostram deficiência de íons de cálcio. A Liboff intrigou o fato de que a importância dessa diminuição parecia estar determinada pela freqüência do campo: entre 6 e 20 hertz havia mais perda de cálcio, ocorrendo a perda máxima a 16 hertz, enquanto em freqüências inferiores ou superiores os níveis de íons começavam a se recompor. Liboff sabia que, para abandonar uma célula, o íon deve passar por um canal na membrana celular. Ao fazê-lo, oscila em certas freqüências características da carga elétrica do canal e da carga e massa do mesmo íon. Imaginou que um campo magnético da mesma freqüência poderia ressonar com o íon, elevando de alguma forma sua energia e dando-lhe um empurrão expulsivo extra através da membrana. Usando uma fórmula para medir a freqüência natural de íons que atravessam os canais celulares, descobriu que os íons de cálcio que abandonam a célula têm, realmente a freqüência de 16 Hz, a mesma que corresponde à maior declinação no experimento de Adey.

Para comprovar se essa correspondência dava-se em outros tipos de íons, Liboff e seus colaboradores idealizaram um experimento imaginativo, utilizando-se do lítio.

Treinaram cinco ratos para obterem alimento pressionando uma vareta entre 16 e 24 segundos, depois de um resplendor de luz e um apito. Logo os submeteram a uma combinação de dois campos magnéticos, separadamente a cada um deles; um era de corrente alternada, como a típica linha elétrica, e outro de corrente continua, com cerca da metade do campo magnético natural da Terra. A combinação de ambos os campos foi cuidadosamente calculada para ressonar com os íons de lítio, que abundam no cérebro.

Depois de 30 minutos de exposição, os ratos pareceram perder toda a noção de tempo, empurrando freneticamente a vareta a poucos segundos do sinal audiovisual.

Os campos eletromagnéticos artificiais invadem os campos magnéticos naturais. A conseqüência, segundo o dr W. Ross Adey, é a adaptação dos biorritmos do homem às pulsações da corrente elétrica. Isso prejudica o organismo e diminui sua resistência, com o que fica-se mais propenso a contrair enfermidades que podiam ser repelidas. Geramos campos eletromagnéticos tanto em altas freqüências ( antenas de radio, TV, radar, microondas,etc.) como em baixas freqüências ( linhas de alta tensão, telas de computador, redes elétricas, etc.), de intensidades muito mais altas que as naturais.

Após numerosos estudos e pesquisas, logrou-se relacionar os campos eletromagnéticos com diversas alterações:

- mudanças na temperatura do corpo ou da pele

- alterações nos eletrólitos do sangue

-dor muscular nas articulações

- fadiga

-mudança nos potenciais evocados

- falta de apetite

-influencia no sistema nervoso central

-estresse

- diminuição do numero de plaquetas no sangue

Campos eletromagnéticos débeis, de 220 volts/cm e de 50 Hz, podem danificar nossos organismos. As tensões nervosas criadas por esses campos podem alterar a quantidade de gorduras e colesterol no sangue, aumentar a produção de cortisona e a pressão sanguínea, para mais tarde aparecerem transtornos cardíacos , renais, gastrointestinais, nervosos e outros, como artrose e enfermidades cardiovasculares.

As radiações débeis emitidas pelos eletrodomésticos e aparelhos elétricos, assim como uma má-instalação elétrica das casas ou locais de trabalho, podem favorecer o desenvolvimento de câncer, alterar a função de reprodução, provocar depressões e mesmo suicídios. Os eletrodomésticos e aparelhos elétricos de maior risco são os dotados de motor elétrico giratório (secadores de cabelo, batedeiras, aspiradores de pó, etc.)

Toda eletricidade atmosférica, terrestre ou corporal descrita, interage com a estrutura atômica, elétrica e molecular do ar que nos envolve. Integradas na estrutura e composição química do ar, existem cargas elétricas que talvez dêem a chave das interações nos organismos vivos, e de cujo equilíbrio dependerá o bem-estar ou mal-estar, a saúde ou a doença dos seres que fazem amplo uso do éter vital ( também chamado de prana ou ch'i).

10. Fatores de Estresse:

Existem diversos fatores de estresse, podendo-se enumerar alguns como:

 Estresse Psicológico - é a forma mais conhecida de estresse pois a pessoa sente um desconforto e muitas vezes apresenta reações psicossomáticas como sudorese, dor de cabeça, palpitações, agitação e outros sintomas.

 Deficiência Nutricional - nem tudo que se come é alimento. Existem muitas pessoas que comem regularmente, mas não comem alimentos que suprem seu corpo com minerais, vitaminas, água, e outros nutrientes basicos para seu correto funcionamento.

 Sobrecarga Alergênica - nem todos os alimentos são adequados a todas as pessoas. Existem pessoas que são alergicas a alguns alimentos, mas que não tem este conhecimento. Ainda devemos considerar os conservantes, corantes, e outros produtos adicionados a alimentos industrializados.

 Poluentes Ambientais - na nossa atual condição de vida é muito comum estarmos sendo contaminados por produtos químicos emanados no ar, em produtos de higiene e limpeza, e outros.

 Superexaustão Física - uma condição a que muitas pessoas com o ritmo frenético da vida moderna estão sujeitas,especialmente atletas, executivos e estudantes. A exaustão também pode ser mental e não apenas muscular.

 Variação Extrema de Temperatura - estas situações trazem um grande estresse ao organismo para conseguir manter-se equilibrado. A temperatura tem relação direta com o nivel de atividade atômica e portanto interfere com a energia primária do organismo.

 Contaminação Micróbiológica - vermes, bacterias, fungos, virus e outros parasitas .

 Efeitos Colaterais de Medicamentos - relacionado com o uso de medicamentos usados diretamente, mas também com antibióticos e outros medicamentos aplicados nos animais que são usados para alimentação. Já vimos sobre iatrogenia( 1.4) que engloba estes efeitos.

 Radiação de Baixo Nível - radiações na faixa de frequencia até 30 Hz, compativeis com as ondas cerebrais.

 Poluição Eletromagnética - ambientes afetados por linhas de alta tensão, fortes campos magnéticos gerados por transformadores e aparelhos elétricos causam alterações nos organismos vivos.

 Estresse Geopático - as correntes elétricas da terra, dos rios subterraneos, e defeitos no subsolo, geram radiações que afetam a saúde humana. Atualmente são objeto de estudo da Geobiologia.

 Energias do Pensamento Negativo - está ligado diretamente ao padrão emocional da pessoa, pois ela mesma pode criar este estresse para seu organismo, e precisa de auxilio para poder mudar seu padrão mental.

11. O corpo elétrico

Bob Becker (1925 - 2002) foi um medico cirurgião ortopedista, investigador cientifico e pesquisador, que escreveu o livro The Body Electric. Este livro trata da natureza elétrica do corpo humano. Becker fez pesquisas pioneiras entre a fisiologia humana e a eletricidade. Durante 30 anos investigou a cura de ossos , órgãos e nervos provando que a estimulação elétrica com corrente contínua promove a cura de ossos e outros tecidos. Também desenvolveu trabalhos para provar que algumas partes do corpo podem se regenerar.

Becker foi um pioneiro do recém-desenvolvido campo da "bioeletrônica". Ele estudou os mecanismos celulares, considerando-os como sistemas cibernéticos e eletrônicos, e descobriu que, no nível de uma célula individual, microcristais e outros elementos celulares podem estar envolvidos na modulação de correntes elétricas intracelulares, de maneira semelhante ao que acontece num circuito semicondutor. Pode-se considerar que certos elementos celulares, como as membranas, por exemplo, atuam como capacitores. Outras estruturas internas, incluindo os mitocôndrios e suas cadeias transportadoras de elétrons, podem ser encaradas como minúsculas pilhas ou fontes de energia elétrica. Isso significa que pode haver sistemas eletrônicos de comutação e transmissão dentro das células e entre elas.

Nas condições biológicas atuais, o desenvolvimento de corpos vivos orienta-se desde o inicio pela semicondutividade unicelular, como uma matriz piezoelétrica viva. Os tecidos primitivos básicos( células glia, satélite e de Schwann) dão sustentação aos neurônios no sistema humano, cuja fonte primaria de alimentação é de natureza elétrica. Isso tornou-se especialmente evidente no crescimento ósseo em resposta a tensões mecânicas e fraturas, demonstrando ter características de sistemas elétricos de controle.

A estimulação da regeneração de cartilagens através de correntes magnéticas, a restauração parcial de membros por meio de correntes diretas de baixa densidade, a estimulação do crescimento dos ossos por campos elétricos, a inibição do crescimento de tumores implantados em mamíferos com o uso de correntes elétricas - tudo isso pertence ao campo da eletromedicina. A eletromedicina é a ciência que tira proveito das energias eletrofisiológicas celulares através da utilização do campo eletromagnético apropriado.

12. Bioressonancia

O médico e engenheiro alemão Reinhold Voll era um homeopata e clínico, e ficou muito mobilizado pela medicina chinesa, em especial a acupuntura. E, ao estudar biofisicamente o que acontecia nos fenômenos da acupuntura, identificou diferenças bioelétricas nos pontos de acupuntura em relação ao tecido vizinho. Mais adiante, pode notar diferenças também estruturais nos pontos. Chegou a fazer biópsia dos pontos para comparar com o resto da estrutura do corpo. A partir de um equipamento muito simples, ele mapeou a resistividade elétrica de centenas de pontos no organismo, e criou além dos 12 meridianos chineses, mais outros meridianos, como o meridiano do sistema linfático, da alergia, articulações, pele, etc. Medindo e analisando os chamados pontos energéticos, deu origem à eletroacupuntura de Voll, e em vez de colocar a agulha ela dava inputs elétricos, com corrente elétricas, naqueles pontos. Mas a grande revolução que o seu método permitiu foi por acaso. Uma vez ele estava medindo o ponto da vesícula biliar de uma cliente que tinha enxaqueca (que nós sabemos na medicina energética tem a ver com a vesícula biliar), e ele estava alterado. Numa das consultas, a paciente chegou, ele iniciou a medição e notou que o ponto estava alterado. Ele foi interrompido para atender o telefone, e quando voltou a medir o ponto não estava mais alterado. Ele perguntou à paciente sobre o que ela havia feito, e ela disse que, enquanto ele estava ao telefone, ela tinha pegado o remédio homeopático que tomava, havia tomado uma dose e guardado no seu bolso. O Dr. Voll pediu então para ela lhe entregar o frasco do remédio, e voltou a medir o ponto, e ele estava novamente alterado, voltou a entregar o frasco à paciente e a medição voltou a regular. Desse modo, foi realizada uma descoberta maravilhosa que abriu um universo fantástico para a medicina energética. A primeira conclusão foi de que o organismo reconhece algo simplesmente pela proximidade. Possui um sistema de cognição muito apurado; e que o medicamento homeopático não precisa entrar no organismo, basta aproximar-se do organismo.

A primeira grande lei da medicina de bioinformação ou bioressonância, sob o ponto de vista da diagnose, é que o organismo responde, ressoa, àquilo que ele aceita ou não no seu sistema de processamento. Por exemplo, se um remédio homeopático estiver na freqüência informativa a que o organismo estiver receptivo, ele entra e modula esse organismo. Se, por exemplo, por outro pólo, uma substância tóxica, DDT ou formol, estiver sobrecarregando o organismo, quando se coloca o organismo em contato com essa substancia ele reage. Então, quer dizer, ressona no organismo aquilo que tem sentido para ele, seja do ponto de vista da influência positiva, no caso da terapêutica, seja do ponto de vista da influência negativa no caso da substancia tóxica. Portanto, a partir dessa questão se abre um universo maravilhoso de diálogo com o organismo. Ou seja, agora podemos perguntar para o organismo, abrir um diálogo com ele. Esse é o grande sonho de uma medicina que respeita a complexidade e individualidade do ser humano.

13.Freqüências e Informação

Nosso corpo tem a capacidade de auto-regeneraração. Nossas células são constantemente renovadas. Entretanto, a replicação celular é feita com base na mais recente informação energética celular. Assim, uma pessoa exposta a um campo de energia nocivo, irá produzir novas células com a informação deste campo.

Esta informação é traduzida através de freqüências. Frequencia é uma grandeza física que significa o numero de vezes que um ciclo se repete no período de 1 segundo. Imagine um balanço pendurado em uma barra ou um galho de arvore. A posição de repouso do balanço é quando ele está na vertical, e assim vamos chamar esta posição de A. Ao empurrarmos o balanço para a frente, ele irá até um ponto onde a força que imprimimos irá se igualar a força da gravidade atuante na massa do balanço e ele irá parar, inverter o sentido de movimento e voltar animado pela força da gravidade, passará pelo ponto A e seguirá para trás até um ponto B. Neste ponto B, onde ele irá parar, inverter o sentido de movimento e voltar animado pela força da gravidade. Quando ele passar pelo ponto A estará completando um ciclo.

A revolução da terra que gera os dias e noites, a revolução da Lua que gera as fases da Lua, as órbitas dos planetas, tudo são ciclos. O batimento de nosso coração, nossa respiração também são ciclos. A medida que aumentamos o numero de vezes que repetimos um ciclo num período de tempo, temos uma referencia para comparação.

Hoje sabemos que existem diferentes tipos de radiação eletromagnética e que cada tipo se caracteriza por uma faixa de freqüência.

Nossos sentidos são sensores de freqüências que enviam ao cérebro a informação freqüência para que sejam determinadas as ações a serem tomadas.

Som, Luz, Aromas, Sabores, tudo são freqüências. O sentido do tato é um efeito da piezoeletricidade da pele. O efeito piezoelétrico é a variação do potencial elétrico por ação mecânica. É muito conhecido em relação aos cristais de quartzo, que são amplamente utilizados nos mais diversos aparelhos eletrônicos, como relógios por exemplo.

Tudo o que existe na natureza, e não só o corpo humano, emite e recebe radiações. Georges Lakhovsky postulou que cada ser vivo é simultaneamente um emissor e receptor de banda larga da radiação EM, e que cada célula do organismo é um ressonador elétrico. De acordo com Lakhovsky, os cromossomos do núcleo celular constituem circuitos oscilatórios e são cercados por um campo EM fraco, que interage com campos EM's do ambiente. Perturbações da freqüência natural da célula podem induzir a doença; elas podem ser causadas por mudanças na composição do meio da célula, pela presença de bactérias ou vírus, que se supõe que emitam seus próprios campos EM, ou por flutuações incomuns da radiação solar ou cósmica.



Existe toda uma literatura a respeito do uso da luz para transmitir informações frequenciais aos nossos órgãos. Esta é a arte da Cromoterapia cujos expoentes são Edwin Babbitt (1878) , Dinshah P. Ghadiali (1920), Harry Riley Spitler (1938), que fundou o College of Syntonic Optometry, que existe até os dias atuais sob a direção do Dr. Jacob Liberman, autor da obra "Luz - A Medicina do Futuro". John Ott descobriu que podia influenciar a geração de ninhadas, plantações e peixes com predominância de determinado sexo, usando luz.

Fritz Popp, pesquisador alemão, em 1976, descobriu que todas as células vivas emitem fótons de luz, chamados biofotons. Essa luz emitida é observada na banda de comprimentos de onda de 200 a 800 nanômetros. Desde a descoberta aprendemos que os biofotons são armazenados e liberados a partir da hélice da molécula de DNA. A hélice serve como uma antena tanto para receber quanto para emitir luz.

Popp determinou que os biofótons emitidos eram coerentes. A implicação é que o DNA não é apenas um transportador de códigos, mas desempenha também um papel significativo na condução de luz e eletricidade. Quando a condução elétrica opera como um processo coerente ( todos os elétrons em fase), sem resistência, dá-se o nome de supercondutividade. O DNA é um supercondutor de energia luminosa.

Acredita-se que os biofotons estejam envolvidos no disparo de todas as reações bioquímicas dentro das células vivas. A emissão de biofotons transporta os padrões codificados exigidos para as mudanças comunicadas aos estados fisiológicos dos sistemas vivos.

A molécula de DNA não é a única molécula do corpo humano que é fotoativa, isto é sensível `a luz. O receptor da luz na retina do olho, a molécula de flavina, pode ser encontrada em todo o corpo. A família "heme" de moléculas, a partir da qual a molécula de hemoglobina é formada, bem como a melanina, o caroteno e muitas outras metalo-enzimas, são todas fotoativas.

A luz é armazenada como fonte de energia dentro da hélice de DNA. As células comunicam-se por meio de emissões de luz de freqüências especificas. A luz é transportadora de informação. Haja visto a utilização das fibras óticas na comunicação digital.

14. Bioeletronica

Enquanto a medicina que conhecemos no Ocidente tem suas raízes na física newtoniana, essas técnicas mergulham na mecânica quântica e na química nuclear, confirmando a afirmação comum a todas as artes de cura orientais: a existência de uma energia vital que permeia o Universo e flui também através de nossos corpos. Quando bloqueada, essa energia gera desequilíbrios nas esferas física, emocional e mental.

O eletrodiagnóstico, por exemplo, utiliza equipamento ainda considerado experimental pela Food and Drug Administration nos EUA, mas no Brasil o reconhecimento oficial da acupuntura e da eletroacupuntura pelo Conselho Federal de Medicina em 1994 superou essa desconfiança, já que a biorressonância representa nada mais do que uma aplicação desta última e utiliza o mesmo equipamento.

Essas tecnologias conhecidas genericamente como terapias de regulação bioenergética, bioeletromagnéticas ou ainda bioeletrônica, utilizam a energia biológica para processar informações. O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos define a bioenergética como “ o estudo cientifico das interações entre os organismos vivos e campos, forças, energias, correntes e cargas eletromagnéticas”. Essas interações envolvem desde níveis atômicos e moleculares até níveis intracelulares e orgânicos.

Os instrumentos bioenergéticos como o amperímetro de bioressonância, medem uma resposta biológica direta ou indireta a um potencial evocado, que é a resposta do organismo a certo nível de energia ou a variações deste. A resposta permite que os músculos se movimentem, que o alimento seja digerido, que os olhos vejam, que os ouvidos ouçam, que a pele sinta e que todos os outros processos orgânicos funcionem, pois todos utilizam energia.

A avaliação eletrodérmica, que é a base do eletrodiagnóstico pela bioressonância, utiliza um amperímetro que mede as propriedades elétricas denominadas resistência e condutância a um pequeno fluxo de elétrons através do organismo, o que permite obter informações qualitativas e quantitativas sobre o estado dos vários órgãos e sistemas orgânicos.

Alguns desses instrumentos já são computadorizados e altamente sofisticados. São muitas as versões dos amperímetros de bioressonância. Alguns desses instrumentos podem analisar mais de 10 mil itens, entre minerais, vitaminas, hormônios, aminoácidos, alérgenos, bactérias, vírus, fungos, parasitas intestinais, medicamentos homeopáticos e alopáticos, florais, procedimentos cromoterápicos e fisioterápicos etc., diretamente no paciente.

A bioenergética bem aplicada pode ser a ponte entre a medicina convencional oficial e a complementar/alternativa porque interliga muitos campos de ciências da saúde, incorporando conhecimentos da acupuntura e da medicina chinesa, do biofeedback, da medicina holística e natural, da medicina ortomolecular, da fitoterapia, da homeopatia, da homotoxicologia e da abordagem nutricional, de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

15. SCIO - Scientific Counsciousness Interface Output

Este equipamento, de bioressonância e biofeedback, opera através das freqüências características de substancias e estados energéticos e permite: avaliar agentes estressores a homeostase do organismo e promover o equilibro energético através de freqüências. Seu campo de atuação engloba diferentes aspectos da matriz viva, sendo portanto inerentemente holístico, incluindo aspectos físicos, emocionais, ambientais e espirituais.

O equipamento trabalha com um software que tem mais de 9000 freqüências cadastradas, e que são testadas no cliente a velocidade de 1 centésimo de segundo, permitindo que em menos de 5 minutos, tenha-se uma avaliação geral dos agentes estressores ao organismo.

Para promover o reequilíbrio energético o software conta com mais de 40 programas diferentes, que o terapeuta seleciona conforme a necessidade de cada cliente. O Spinal (fluxo energético da coluna vertebral) , NLP ( equilíbrio energético do sistema nervoso), Scalar ( equilíbrio dos chakras), Rife ( balanceamento energético de órgãos e sistemas), Auto-Meridian ( Eletroacupuntura) , Trivector ( balanceamento de constituintes básicos do organismo, como sais minerais, enzimas e outros) e Anti-Age (voltado para estética) são exemplos de alguns destes programas.

Também através de protocolos pré- definidos, é possível fazer Auto-Zap com finalidades específicas como eliminação de Contaminação Microbiana, Inflamações, e diversas outras patologias.

Medindo-se 13 indicadores da vitalidade energética, tem-se um quadro de acompanhamento da evolução do cliente a cada sessão.

Desta forma é possível alcançar diversos benefícios:

• Reduzir o estresse do organismo

• Maximizar desempenho físico e intelectual

• Melhorar a aparência /estética

• Eliminar dores

• Tonificar músculos e órgãos

• Harmonizar o funcionamento do organismo

• Trabalhar preventivamente na manutenção da saúde humana e de outros seres vivos.

entre outros.

O cliente é conectado ao equipamento através de um eletrodo em cada pé e mão e uma faixa com 8 eletrodos, que se conectam a uma interface, que por sua vez se conecta ao computador.

É feita uma avaliação onde as mais de 9000 assinaturas energéticas são testadas contra a matriz viva do cliente e daí são listadas em ordem decrescente de intensidade de resposta.

Com base nestas informações o terapeuta avalia quais os melhores programas de reequilíbrio energético a serem aplicados na situação presente do cliente.

16. Conclusão:

O propósito deste trabalho é informar sobre os diferentes fatores de desestabilização de uma condição saudável de vida a que estamos expostos em nosso cotidiano. Infelizmente, devido a uma inversão nos valores sociais, o lucro com a doença é muito grande. Existem diversas terapias que podem ser utilizadas como alternativa a medicina oficial. As terapias bioeletronicas são uma vertente destas alternativas, sendo totalmente complementar a qualquer outra forma de terapia.

Dentre as diferentes opções de aparelhos de bioeletronica foi apresentado o sistema SCIO que permite avaliar e reequilibrar o sistema energético de seres vivos.

O sucesso de qualquer terapia depende fundamentalmente de mudanças no estilo de vida da pessoa, sua forma de pensar e conduzir sua existência. Se seus hábitos alimentares, sua forma de se relacionar, seus sentimentos e pensamentos não forem adequados, tenderá a desenvolver os mesmos padrões energéticos que a levaram ao estado desequilibrado. Portanto uma terapia tem que ser um trabalho educacional para que a própria pessoa alcance um novo estado de consciência e saiba como cuidar-se melhor.

17. Referências:

Anticâncer - Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais . David Servan-Schreiber, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2008.

Cem Anos de Mentira- Como proteger-se dos produtos químicos que estão destruindo a sua saude. Randall Fitzgerald, Ed Ideia e Ação, São Paulo, 2008.

Medicina Holistica - A harmonia do ser humano. Dr. Sergio Teixeira, Elsevier Editora Ltda, Rio de Janeiro,2003.

Medicina Vibracional - Uma medicina para o Futuro. Richard Gerber, Ed Pensamento-Cultrix; São Paulo, 2007.

O Elo Perdido da Medicina – O afastamento da Noção de Vida e Natureza. Eduardo Almeida e Luis Peazê , Imago Editora, Rio de Janeiro, 2007.

O Grande Livro da Casa Saudável. Mariano Bueno, Ed Roca, 1995.

www.taps.org.br

30 de abr de 2010

Conceitos Vitalista e Mecanicista na Historia do Bioeletromagnetismo.

Marco Bischof - http://www.marcobischof.com/en/texte/index.html - um pesquisador independente das fronteiras da ciência escreveu um brilhante artigo que segue traduzido abaixo:

Introdução

Uma série de discussões recentes nas pesquisas em bioelectromagnetismo e biofóton pode ser demonstrado como fazendo parte de uma discussão entre duas escolas que já se arrasta há cerca de trezentos anos. A discussão entre o pensamento mecanicista e vitalista em bioelectromagnetismo começou com a inauguração deste campo de investigação no século 16. No entanto, em cada época tem tido formas diferentes de acordo com os quadros conceituais da época e as terminologias científicas.

Definição e Origens do Vitalismo e do Mecanicismo

Teorias vitalistas sustentam que a vida só pode ser explicada por leis intrínsecas aos organismos vivos, basicamente diferentes daqueles da vida inorgânica, enquanto teorias mecanicistas (ou "reducionistas") tentam explicar com base na teoria da natureza inorgânica, ou seja, exclusivamente a partir dos pressupostos básicos da física e da química (Ungerer, 1965, 1966). Do ponto de vista da história da ciência, a polêmica entre o vitalismo e o mecanicismo é tão grande como entre as teorias de campo e as teorias das partículas (Jammer, 1980/81). Os vitalistas postulam algum princípio ou força de ligação, sem a qual o mundo e suas partes não poderiam interagir e manter-se unidos,e sua ação é vista, especialmente, para explicar a peculiaridade dos organismos vivos. Neste contexto, a noção de coerência já era utilizado pelo estoicistas (300 AC - 200 DC) para indicar a continuidade dinâmica do "pneuma" como tal princípio.

Noções Vitalistas nos Primórdios da Ciência Elétrica e Neurologia

Por muitos séculos, esse papel foi atribuído principalmente ao éter "em uma ou de outra forma - por Descartes, entre outros -, mas logo que a eletricidade e o magnetismo se tornaram temas de investigação, essas forças, há muito visto como expressões do éter, foram muitas vezes identificadas com esta força vital. Quando, no século 16, o sistema nervoso foi anatomicamente identificado, o antigo conceito de "espíritos animais", ou "fluido vital, provavelmente herdada dos tempos pré-históricos e muito utilizado na antiguidade, também ressurgiu no discurso sobre as causas da contração muscular e condução nervosa (Bischof, 1994a). Até 1751 a identificação do espírito animal com a eletricidade era comum; Robert Whytt, um dos fundadores da neurologia,um vitalista que viu um "princípio sensível" no trabalho com os nervos, ridicularizou a tendência de muitos contemporâneos de atribuir tudo ao trabalho de eletricidade. Seu adversário suíço Albrecht von Haller adotou o conceito de "irritabilidade" - propriedade da matéria viva para reagir a estímulos ou "irritação" - de Francis Glisson e mostrou experimentalmente que a contração é produzido pelos nervos e iniciada por um estímulo. A estimulação elétrica de preparações músculo-nervo logo se tornou um procedimento padrão nos laboratórios de fisiologia da época. Haller, no entanto, advertiu que a estimulabilidade elétrica de tecidos vivos só mostrou que a eletricidade era um poderoso estímulo, mas não necessariamente provava que também era a causa da contração. Ele concluiu que ninguém poderia naquele momento decidir sobre a identidade da eletricidade e do espírito animal.

Controvérsia Galvani-Volta

Os protagonistas mais conhecidos da discussão entre as visões mecanicista versus vitalista em Bioeletromagnetica certamente são os italianos Luigi Galvani e Alessandro Volta (Hoff, 1936; Pera, 1992). Quando em 1759 Galvani graduou-se em medicina em Bolonha, a irritabilidade de Haller foi fortemente discutida. Até 1780 ele estava experimentando com a estimulação elétrica. Até então uma série de relatórios sobre os peixes elétricos fortaleceu a possibilidade de uma ligação entre o fluido nervoso e a eletricidade. Em 1774, Henry Cavendish demonstrou que o choque emitido pelo peixe elétrico era devido a uma corrente elétrica gerada por eles. As famosas experiências de Galvani na preparações com perna de rã, projetadas para decidir sobre a existência de uma "eletricidade animal ", consistiram em três séries (Hoff, 1936). Na primeira série ele repetiu o achado acidental de contrações fortes da preparação usual nervo-músculo da rã na qual as pernas e pés foram presos a um tronco expondo a coluna vertebral e o nervo ciático, quando o nervo era tocado por um bisturi e, simultaneamente, faíscas eram lançadas a partir da máquina elétrica do outro lado da sala. Com isso, ele não só tinha mostrado a contração muscular por estimulação elétrica, mas também descobriu a ação de ondas eletromagnéticas (EM) à distância.

A segunda série de experiências que é majoritariamente referida, certamente foi a menos adequada para provar a existência da eletricidade animal. Tendo notado que as preparações com rãs penduradas por ganchos de cobre em uma grade de ferro de uma varanda contraíram, Galvani começou a investigar as condições em que isso ocorreu. Ele não só verificou se trovoadas poderiam ser responsáveis pelas contrações (que não eram), mas também usou diferentes combinações de metais, em que todas provocaram contrações, mas de intensidades diferentes, dependendo dos metais utilizados. Maus condutores não causaram qualquer reação.

Até 1786, Galvani considerou que as contrações na segunda série de experimentos foram causadas por "eletricidade metalica", mas depois mudou de idéia e assumiu que a eletricidade animal armazenada no tecido provocara a contração em contato com o metal. A publicação de seus resultados no tratado De viribus electricitatis (1791) fez Galvani famoso e levou muitos a acreditarem que o "fluido nervoso" tinha sido identificado. Mas a sua interpretação não foi partilhada por todos. Seu principal adversário era Alessandro Volta, que após ter replicado com sucesso as experiências de Galvani passou a demonstrar que a contração causada por metais foi devido à estimulação do músculo ou do nervo pelas diminutas correntes geradas pelo contato de metais diferentes. À conclusão de Volta que, por conseguinte,a eletricidade animal não existia, Galvani respondeu com uma terceira série de experimentos feitos sem quaisquer metais, provando definitivamente a existência de uma eletricidade animal. A mesma preparação de rã foi segura por um pé, enquanto o outro pé foi feito tocar na coluna vertebral. Nessa condição, ou quando a coluna vertebral foi feita para cair sobre a coxa, os músculos contraíram vigorosamente. Apesar das evidências, Volta manteve sua rejeição à eletricidade animal, tentando explicar o efeito como resultado de tecidos heterogêneos que estavam produzindo as correntes.

Este argumento foi refutado pelo jovem Alexander von Humboldt, que não estava satisfeito com a interpretação de Volta. Em uma série de experiências brilhantes, Humboldt repetiu as experiências de Volta e de Galvani e as estendeu. Na sua publicação de 1797, ele concluiu que Galvani tinha de fato descoberto dois fenômenos diferentes, ambos verdadeiros: a eletricidade bimetálica e a eletricidade animal intrínseca. Em 1830, as observações de Galvani foram confirmadas e ampliadas com o novo galvanômetro estático por Leopoldo Nobili e Carlo Matteucci

A Ascensão da Medicina Científica e da "Superação Final" do Vitalismo

No entanto, apesar destes resultados a visão de Volta de que a origem das correntes bioelétricas reside nas mudanças químicas que ocorrem em algumas "pilhas biológicas" iriam ter uma influência muito maior do que a de Galvani; isto ajudou a chamar a atenção cada vez maior para os aspectos químicos da bioeletricidade . Foi a "escola de Berlin" da faculdade de medicina na Universidade Humboldt onde a eletrofisiologia experimental moderna foi desenvolvida em 1840 e 1850, que se comprometeu a destronar o vitalismo e a construir a primeira fortaleza real para a bioeletromagnetica mecanicista. O fundador desta escola, o fisiologista Johannes von Müller, ainda tinha suas raízes na "Naturphilosophie"[Filosofia Natural] da medicina romântica e, portanto, vitalismo. Ele acreditava em uma "força vital biológica que controla e regula funções vitais de acordo com a mesma substância química e leis físicas que regem toda a natureza." Seu aluno Emil Du Bois-Reymond, em sua juventude um amigo do agora velho Alexander von Humboldt, recebeu a comissão de replicar as experiências de Matteucci. A partir de então Du Bois-Reymond, um pesquisador muito meticuloso que estabeleceu para si mesmo elevados padrões de técnica experimental, dedicou-se a eletrofisiologia e a transformou de uma coleção de observações discrepantes em um importante ramo da ciência. Juntamente com Hermann von Helmholtz, ele pertencia a um grupo de brilhantes jovens físicos e fisiologistas que se propuseram a aplicar os princípios físicos e métodos de medição aos problemas fisiológicos. Em seu programa de pesquisa de 1847, eles tinham declarado o reducionismo e à rejeição ao vitalismo da "Naturphilosophie"[Filosofia Natural] como base de sua filosofia. Du Bois-Reymond desenvolveu ele mesmo a maior parte dos métodos e aparelhos necessários para eliminar erros de medição e evitar as dificuldades que tinham feito falhar seus antecessores no campo. Em 1842, ele usou seu novo galvanômetro para reproduzir a "corrente de lesão" de Matteucci no músculo, e em seguida estudou as "correntes de ação" acompanhando contrações musculares normal e tetânica (prolongada). Ainda mais significativas foram as suas várias descobertas sobre a fisiologia do nervo. Em 1843 ele descobriu a corrente de repouso nos nervos, a polarização nos pontos de entrada e saída durante a passagem de corrente contínua através de um nervo, e mais importante, em 1849, ele demonstrou que a passagem do impulso nervoso podia ser detectada eletricamente.

Du Bois-Reymond foi um declarado anti-vitalista e um dos adversários mais proeminentes do famoso vitalista Barão Karl von Reichenbach, com quem ele carregou uma violenta controvérsia sobre a "força ódica" do ultimo. Juntamente com Claude Bernard, ele foi o primeiro a apontar para a peculiaridade energética dos processos em organismos vivos como sendo "sistemas abertos" em equilíbrio dinâmico. Bernard assumiu uma postura similar intermediária entre o vitalismo e o mecanicismo e manteve em sua "Introduction to the Study of Experimental Medicine" [Introdução ao Estudo da Medicina Experimental] (1865) que todos os fenômenos em sistemas vivos seguiram as mesmas leis que as do mundo inorgânico e que uma força vital não existia ; por outro lado ele postulou em "Lessons of Experimental Physiology" [Lições de Fisiologia Experimental] (1855) que os sistemas vivos são capazes de auto-regulação seu "ambiente interno ", uma faculdade que mais tarde viria a ser chamado de "homeostase".

No entanto, um aluno de Du Bois-Reymond, Julius Bernstein, logo desferiu um "golpe" final a tais tendências vitalistas. Ele argumentou com veemência o que ele mesmo chamou de "teoria mecanicista da vida" (1890). Sua teoria da membrana de excitação nervosa, proposta pela primeira vez em 1871 e totalmente desenvolvido em seu "Electrobiology" (1912), veio a tornar-se o paradigma da medicina científica, e tem contribuído significativamente para o desaparecimento da bioeletricidade, que se seguiu. Baseado em seu desenvolvimento posterior do trabalho de Walther Nernst sobre a difusão iônica de eletrólitos na década de 1880, a teoria assumiu que a membrana era seletivamente permeável aos íons de potássio no estado de repouso e subitamente revertia para um aumento de permeabilidade para todos os íons, quando excitada. O físico-químico Nernst que também desenvolveu teorias moleculares para explicar a estimulação elétrica, foi um aluno de Boltzmann e, como ele, um dos pioneiros da moderna abordagem atomística/ molecular dos processos naturais. A idéia básica de Bernstein de que a bioeletricidade é o resultado de mudanças na distribuição iônica entre o citoplasma e o meio extracelular posteriormente foi apoiada e estendida por N. Rashevsky (1933), A.M.Monnier (1934), A.V.Hill (1936), e K.S.Cole e A.J.Curtis (1939) e A.L.Hodgkin e A.F.Huxley (1952).

Em 1874 Du Bois-Reymond sustentou que o impulso nervoso era transmitido simultaneamente por meios elétricos e químicos. Quando microscopistas encontraram o espaço sináptico entre nervos e músculos, e a transmissão através deste espaço não pôde ser explicada pela hipótese de Bernstein, permaneceu o último domínio da bioeletricidade. Mas em 1921 o fisiologista austríaco Otto Loewi postulou que a transmissão dos impulsos nervosos através do espaço sináptico era químico, estabelecendo a neurofisiologia definitivamente em um caminho químico. Com o trabalho de outros dois cientistas da escola "Berlin", a postulação de "teoria do receptor" e da introdução de quimioterapia por Paul Ehrlich em 1910, e a "patologia celular" de Rudolf Virchow, a fundação para a nova "medicina científica" estava estabelecida. Os métodos e conceitos da escola de Berlim, e com ela a concepção mecanicista e molecular da vida, através de sua liderança inconteste logo foi adotada em todo o mundo e tornou-se paradigmática, não só para a fisiologia e medicina, mas para a ciência moderna e visão de mundo em geral. Em 1880 alguns alunos americanos de Helmholtz estabeleceram-na nos Estados Unidos onde se espalhou a partir da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Rockefeller. Em 1910, o Relatório Flexner solicitou uma reforma geral da medicina e da ciência sobre a base da ciência experimental, e em 1930 a reforma foi realizada. A abolição quase completa das práticas médicas, tais como eletroterapia, fototerapia e homeopatia naquele tempo mostra que o clima científico nas primeiras décadas do século 20 não foi favorável à investigação bioelétrica e conceitos vitalistas.

O Renascimento Moderno das Abordagens Vitalistas

Os prêmios Nobel de Otto Loewi em 1936 e em 1939 para Gerhard Domagk para o desenvolvimento das primeiras sulfonamidas marca o tempo por volta de 1940 como o período em que a abordagem bioquímica da vida eclipsou todas as outras abordagens. Em 1950, recebeu o seu nome moderno de "biologia molecular" de W.T.Astbury e P. Weiss (Weiss, 1970). Em 1940 o eletrofisiologista alemão anotou em seu livro texto que "eletrofisiologia em muitas questões de interesse geral não parece ter a posição-chave que lhe era concedida incontestavelmente há vinte anos atrás. O peso das muitas hipóteses elétricas dos processos de vida diminui devido aos novos conhecimentos sobre as propriedades químicas e outros processos "(Schaefer, 1940).

No início dos anos 1920, Hans Spemann, Alexander Gurwitsch e Paul Weiss independentemente haviam postulado "campos morfogenéticos" para explicar certas propriedades dos organismos em desenvolvimento. O conceito deriva do trabalho do biólogo e filósofo alemão Hans Driesch, o fundador do vitalismo moderno (Oppenheimer, 1972). Driesch foi o primeiro a apontar, em 1892, para as propriedades de campo de organismos, como conclusão de suas experiências com ovos fertilizados de ouriço do mar. Ele observou que, apesar das perturbações do curso normal da primeira clivagem cada um dos dois blastômeros podia formar uma larva inteira, ao invés da metade de uma como era esperado. Driesch concluiu que, nesta fase, o destino da célula ainda não está decidido, é uma função de sua posição geométrica no todo, e se essa posição é alterada, a célula pode formar partes, que normalmente não forma, durante o desenvolvimento. A capacidade de qualquer parte de um organismo vivo crescer para um completo/inteiro - sua faculdade de regulação - era um claro sinal de propriedades de campo. Embora reconhecendo as propriedades do campo de organismos, nos anos 1890 Driesch passou a acreditar em "enteléquia" , como um regulador do desenvolvimento orgânico - uma força vital que ele considerava ser indefinível em termos de física e química, e,que portanto, não podia ser verificada experimentalmente. Alexander Gurwitsch, por outro lado, embora, claramente, tomando partido com o vitalismo, estava determinado a colocar a hipótese do campo biológico para o teste experimental (Gurwitsch, 1915). Ele admitiu que "a argumentação de Driesch (...) torna-se, por vezes," um pouco metafísico, mas defendeu o direito "a um vitalismo prático, como um método de investigação empírica exata", e criticou a tendência dos mecanicistas "para apagar qualquer diferença específica entre os vivos e os não-vivos". "Ao isolar a característica aleatória da vida e comparando-a com um modelo inorgânico", escreveu ele, "alguém pode realmente parecer mostrar a identidade das duas coisas", e chamou a isto o "típico método dos antigos sofistas ". Ele também defendeu o direito do biólogo para introduzir o que chamou de "o postulado principal do meu próprio " vitalismo ", " fatores espaciais, mas imateriais da morfogênese "sob a forma de campos morfogenéticos, também chamado por ele de " dynamical praeformation of the morphe "[ pré-formação dinâmica da forma].

Enquanto Gurwitsch e muitos colegas não especificavam a natureza exata desse campo biológico, outros a partir dos anos 1920 a 1940 fizeram avançar as teorias de campo EM da vida. Propostas anteriores haviam sido feitas por Rudolf Keller (Keller, 1918) e George W. Crile (Crile, 1926 e 1936). Elmer J. Lund (Lund, 1947) concluiu, a partir de décadas de trabalho sobre os potenciais bioelétricos de plantas e animais que todos os sistemas polares são cercados por ,e possuem, campos elétricos interpenetrantes gerados por cada uma das células constituintes polares, a fim de manter correlação elétrica dentro do sistema. Ele fez a hipótese de que os campos constituem um tipo primitivo de mecanismo de integração que desempenha um importante papel na organização espacial dos processos metabólicos e coordena o crescimento e, possivelmente, outros processos. A hipótese de Harold S. Burr e F.S.C.Northrop (Burr e Northrop, 1935), baseado no trabalho de Burr sobre os potenciais bioelétricos (Burr, 1972), é resumida na seguinte citação: "O padrão de organização de qualquer sistema biológico é estabelecido por um complexo campo eletro-dinâmico, que é em parte determinado por seus componentes atômicos físico-químicos e que, em parte, determina o comportamento e a orientação desses componentes. Este campo é elétrico no sentido físico e por suas propriedades ele relaciona as entidades do sistema biológico em um padrão característico e é ele próprio, em parte, uma conseqüência da existência dessas entidades. Ele determina e é determinado pelos componentes. Mais do que estabelecer o padrão, deve manter o padrão no meio de um fluxo físico-químico. Portanto, ele deve regular e controlar as coisas vivas, ele deve ser o mecanismo, o resultado, daquela atividade que é a "totalidade", organização e continuidade. O campo eletro-dinâmico, então, é comparável à entelequia de Driesch, o campo embrionário de Spemann, o campo biológico de Weiss ".

Georges Lakhovsky (Lakhovsky, 1963) postulou que cada ser vivo é simultaneamente um emissor e receptor de banda larga da radiação EM, e que cada célula do organismo é um ressonador elétrico. De acordo com Lakhovsky, os cromossomos do núcleo celular constituem circuitos oscilatórios e são cercados por um campo EM fraco, que interage com campos EM's do ambiente. Perturbações da freqüência natural da célula podem induzir a doença; elas podem ser causadas por mudanças na composição do meio da célula, pela presença de bactérias ou vírus, que se supõe que emitam seus próprios campos EM, ou por flutuações incomuns da radiação solar ou cósmica.

No entanto, os tempos não eram favoráveis para as teorias EM da vida por várias décadas. A introdução do conceito de Child de gradientes fisiológicos (Child, 1915) na teoria do campo biológico, parece ter sido motivada pela necessidade de evitar soluções não-materiais (do tipo Gurwitsch) ou de EM de serem incorporadas aos conceitos de campo biológico e orientá-lo seguramente em águas químicas. Como escreve Waddington, mais embriologistas de mentalidade materialista na década de 1930 se preocupavam com a questão da natureza dos postulados embriológicos ou campos morfogenéticos . "Nosso sentimento foi de que o conceito de campo só seria útil cientificamente se tivéssemos razões para acreditar que nós estávamos falando da distribuição no espaço de uma ou umas poucas substâncias químicas potencialmente identificáveis" (Waddington, 1966). Waddington também observa que " sugestões de que interações (entre processos dentro do campo) poderiam ser em grande parte de natureza elétrica"..

A Ascensão dos Modernos Conceitos de Vida e Bioeletromagnetismo

A Segunda Guerra Mundial marca o limiar de uma nova era na biologia teórica e bioeletromagnetismo. Com o início da guerra, uma polêmica de longa duração com os efeitos colaterais deletérios da radiação EM parecia chegar a uma conclusão com a hipótese de que a radiação não-ionizante não tinha nenhum efeito biológico. Após a guerra, muitas novas tecnologias EM, originalmente desenvolvidas para fins militares, tornaram-se disponíveis para laboratórios de pesquisa, entre elas as tecnologias de micro-ondas que se seguiram desde o desenvolvimento do radar, os multiplicadores fotoelétricos agora utilizados em pesquisas da bioluminescência, e o transistor elétrico. Nos anos de 1940 e 1950 também uma série de conceitos teóricos importantes para a formação de uma nova visão da vida que já havia sido proposto anteriormente começou a ser mais amplamente aceita. Além das duas posições antagônicas do vitalismo e do mecanicismo, tentativas para superar o dualismo de longa data, conforme prenunciado na atitude de Bernard e Du Bois-Reymond, estavam agora ganhando maior importância (Ungerer, 1966). As mudanças de época na Física, nas primeiras décadas do século 20 e as novas descobertas na biologia, mas mais importante ainda, novos empreendimentos na epistemologia , criaram uma situação nova na qual os velhos antagonismos encontraram uma nova forma que parecia abrir-se, além da decisão por uma das duas formas tradicionais de explicação da vida, a uma nova possibilidade de explicação de uma lei regente tomada da biologia.

Em 1920 e 1930, Vladimir I. Vernadsky descreveu o planeta como uma unidade viva e postulou que a biosfera - um termo cunhado por ele - e os organismos individuais não podem ser separados uns dos outros; a evolução geológica é consideravelmente influenciada pela vida orgânica (Bailes , 1990). Tudo na natureza está intimamente ligado. Ele escreveu em 1967: "O organismo vivo da biosfera agora tem de ser estudado empiricamente como um corpo especial que não pode ser reduzido totalmente aos sistemas físicos e químicos conhecidos ". Ele sustentou que descrever o fenômeno da vida em bases de características puramente materiais e energéticas não era suficiente, e predisse que os futuros cientistas deveriam estender o conceito de matéria viva com fatores adicionais além da energia e matéria, tais como a informação. Ele também apontou para o fato de que a vida orgânica está ligada em processos de regulação altamente sensíveis com campos EM no ambiente, incluindo a luz solar.

O reconhecimento da auto-regulação (homeostase), de organismos e suas partes, como postulado por W.B.Cannon em 1932 (Cannon, 1932), como uma peculiaridade fundamental da vida orgânica e sua explicação pela cibernética e teoria dos sistemas ajudou muito a superar o abismo entre vitalismo e o mecanicismo. O conceito de organismos vivos como sistemas abertos termodinamicamente não-equilíbrados, proposto pela primeira vez em 1920 por Ervin Bauer (Bauer, 1920a, 1920b), Vernadsky e Gurwitsch Alexander (Bischof, 1994b), foi promovida principalmente na década de 1930 e 1940 por Ludwig von Bertalanffy (Bertalanffy, 1940, 1949, 1950), e matematicamente formalizado por Ilya Prigogine e outros (Prigogine, 1947, 1954). Outras importantes contribuições iniciais foram por Pascual Jordan (Jordan, 1938), que propôs que os organismos vivos são capazes de amplificar sinais muito fracos, e por Schroedinger, que sustentou o fato de que os sistemas vivos são capazes de preservar a ordem e podem se livrar da entropia, com base no seu controle pelo cristal altamente ordenado não-periódico do DNA, mostra que eles não se esquivam das leis ordinárias da física, mas ao mesmo tempo seguem outras leis físicas, até então desconhecidas, para além daquelas. (Schroedinger, 1944). Em 1941, Albert Szent-Györgyi escreveu que, com a abordagem mecanicista em bioquímica alguma forma de vida foi perdida e apenas matéria morta permaneceu (Szent-Györgyi, 1941). "Parece que está faltando alguma coisa importante sem a qual nenhum entendimento é possível". Ele considerou que o elemento em falta era a eletricidade que tinha que ser reintroduzida na biologia. A fundação da óptica não-linear por Alfred Kastler na década de 1950, a invenção do maser e do laser em 1960, e a extensão dos conceitos de não- equilíbrio e cooperatividade a partir do nível molecular para o domínio do eletromagnetismo por Herbert Fröhlich (Fröhlich, 1968 ), incluindo seu trabalho sobre a coerência e a condensação de Bose, finalmente, estabeleceu as bases teóricas para uma moderna teoria do EM da vida que poderia combinar aspectos moleculares e de campo.

O trabalho pioneiro de Alexander Presman, "Electromagnetic Fields and Life", [Campos Electromagnéticos e Vida], publicado em Inglês em 1970, forneceu o primeiro impulso e formulação para tal teoria moderna de campo EM para a biologia (Presman, 1970). Dedicado à memória de Vernadsky, que foi o primeiro que fez conhecer ao Ocidente os resultados do trabalho pioneiro de cientistas soviéticos sobre os efeitos biológicos de radiações não-ionizantes, realizados principalmente na década de 1960. Tornou-se claro que a suposição de que estas freqüências não tinham influência sobre os sistemas vivos não era mais sustentável, com isto a antiga polêmica sobre a existência de efeitos não-térmicos que tinha já ocupado Tesla e d'Arsonval na virada do século, chegou a uma conclusão. Baseado em sua análise dos trabalhos experimentais de russos e ocidentais, Presman argumentou que os campos EM ambientais têm desempenhado um papel central na evolução da vida e também estão envolvidos na regulação da atividade vital dos organismos. Ele sugeriu que os seres vivos se comportam como sistemas de antenas especializadas e altamente sensíveis para diversos parâmetros de campos fracos da ordem estabelecida pelos campos ambientes naturais. De acordo com Presman, campos EM servem como mediadores para a interligação do organismo com o meio ambiente, bem como para a comunicação entre os organismos, e campos eletromagnéticos produzidos pelos próprios organismos estão envolvidos na coordenação e comunicação dos sistemas fisiológicos dentro do organismo vivo. Ele também sugeriu que interações informacionais, como oposto as energéticas, têm um importante papel, se não o principal, em biocomunicação EM. O livro de Presman tem tido uma grande influência no trabalho posterior, ao menos porque ele ousara formular uma hipótese de campo holístico da vida, quebrando assim o tabu de longa duração sobre concepções "vitalistas" ..

Conclusão

Após análise cuidadosa, o relacionamento entre o pensamento mecanicista e vitalista na história da Biologia acaba não sendo tão dualista assim, mas sim uma dialética viva dos dois antagonistas que lucram muito uns com os outros. Parece que a interação estimulante do vitalismo e do mecanicismo tem sido um fator mais que necessário para o desenvolvimento da teoria biológica. A abordagem mecanicista fornece a concretude necessária para os conceitos de vida. Por outro lado, sempre que o pensamento mecanicista tende a tornar-se estéril e esclerótico , o vitalismo é capaz de soprar nova vida para ele. Hoje, teorias da vida EM e de campo, sempre associadas com o pensamento vitalista, uma vez mais são necessários, como um complemento necessário para um pensamento biológico que tem focado estrita e demasiadamente em detalhes moleculares e, assim, perdeu a visão do organismo vivo como um todo.